Cozinha
No Faz Figura pode testemunhar o melhor da tradição gastronómica portuguesa. Aqui pode experimentar o peixe da nossa costa, as carnes certificadas, enchidos e queijos exclusivos do nosso país, azeite premiado ou doçaria conventual. Produtos de excepção que procurámos pelo país fora.
Informação
- Estamos de volta e a preparar novidades para si. Até breve!
Menu
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Couvert e Entradas
- Couvert Completo O nosso couvert é composto de pães variáveis, manteiga aromatizada, azeite seleccionado e azeitonas. Preço por pessoa.
- Prova de 3 Azeites Degustação de 3 destes 5 azeites, conforme disponibilidade
- Creme de Tomate Um clássico português, servido com outro: fios de ovos, para contrastar doçura e acidez.
- Creme de Legumes Com legumes frescos
- Tropicamarão Camarão Salteado com Alho, Lima, Gengibre, Malagueta, Laranja e Coentro. Creme de Ervilha e Hortelã.
- O Nosso Picapau Uma versão diferente de um petisco popular: cubos de bife com molho de alho assado e alho negro, mostarda e pickle de cebola roxa.
- Croquetes de Cozido Croquete de Cozido com um toque de Mostarda de Ananás.
- Queijinho de Azeitão no Forno Queijinho de Azeitão DOP Panado com Compota de Pimentos e Gengibre
- Chef... o vaso tombou! VEGAN. Salada de Raízes (Cenoura e Beterraba) com Quinoa e Vinagrete de Soja
Degustação
- Menu 50 Anos **Todos os meses, um Menu diferente e temático. Neste caso, o tema são os 50 Anos do Faz Figura.** Em finais de 1974, poucos meses depois do 25 de Abril, o Faz Figura juntava-se a um lote restrito de restaurantes de primeira linha em Lisboa. A cidade era muito diferente: após décadas de isolamento perante o mundo, os restaurantes de referência eram poucos e para poucos. Comer fora era um luxo para a esmagadora maioria das pessoas e os menus eram um misto de pratos tradicionais (sopas, o inevitável bacalhau, o cabrito em dias de festa) e de estrangeirismos, na maior parte das vezes copiados da cozinha francesa. 1974 foi também o primeiro ano do Guia Michelin tal como existe hoje (embora houvesse algumas estrelas anteriores, noutro formato). Em Portugal, 4 restaurantes receberam a cobiçada estrela: o “Portucale” no Porto, o “Pipas” em Cascais, e em Lisboa o “Aviz” e o “Michel” (este já desaparecido), e assim continuou até aos anos 90. A crítica gastronómica era virtualmente inexistente. Antes e aquando da Revolução, Luís Sttau Monteiro era o único crítico gastronómico digno desse nome, escrevendo sob pseudónimo. Era quase sempre muito crítico, tanto dos restaurantes como dos tiques burgueses de quem os frequentava. Eis dois pequenos exemplos: **“A esta gente é indiferente comer sopa de pacote, caldo verde da véspera ou seja o que for, desde que a sopinha figure na lista como sendo vichyssoise e custe, pelo menos, 25$00. Não espanta, nestas circunstâncias, que os proprietários dos restaurantes se riam e sirvam alcunhada de vichyssoise qualquer restinho de puré de batata que tenham no frigorífico e ainda esteja em estado de poder ser misturado com um pouco de leite e uns restinhos de cebola promovida a alho-porro.” “Quando comparamos o que se come nos pequenos restaurantes routiers de França com o que se nos é oferecido por esse país fora, vêm-nos as lágrimas ao estômago”.** Começavam, contudo, a surgir os primeiros sinais dos novos tempos. Abriam “snack-bars” com fartura, começava a falar-se de hamburgers e outras novidades, não necessariamente boas. O grande crítico seguinte, José Quitério, começou a percorrer mesas em 1976 e, muitos anos depois, dizia o seguinte: **“Em 76 isto era uma desgraça. Não era praticada a verdadeira cozinha portuguesa, mas uma cozinha estrangeirada, afrancesada. Depois da independência das colónias há uma crise de identidade nacional: afinal quem somos, de onde vimos? Nesta pequenina área pensei que tínhamos que dar uma volta no sentido de trazer outra vez as coisas que fazem parte da cozinha portuguesa. O meu labor vai muito para aí, procurando falar dos pratos tradicionais, já registados em livro. Em 1982 há uma ajuda muito grande com a publicação do livro da Maria de Lourdes Modesto, Cozinha Tradicional Portuguesa. A partir daí tornou-se mais fácil. Depois dos anos 80 começa a haver uma mudança de mentalidade. As regiões de turismo, as autarquias, começam a interessar-se e gera-se um movimento de ir às raízes. Mas ainda demora até os restaurantes seguirem isso (…). É só em 91, 92 que aparece uma nova geração, que vem dar uma volta benéfica na cozinha portuguesa, tentando novas apresentações, que foi sempre uma coisa muito fraca na nossa cozinha (…). Deixei de ser tão feroz combatente pela cozinha tradicional portuguesa a partir dos anos 90 porque achei que já tinha havido uma mudança de mentalidade.”** Eis o contrasenso: Portugal foi pioneiro na globalização gastronómica ( a tempura japonesa ou o vindaloo indiano são apenas dois exemplos), bem como na utilização de muitos ingredientes (desde logo, as especiarias). Mas ao conquistar a liberdade, era um país gastronomicamente atrasado. Como em quase tudo, a ditadura retardou a chegada da modernidade gastronómica. A única consequência positiva foi ter preservado, involuntariamente, formas tradicionais de produzir e cozinhar. Voltando a José Quitério: **“Nós não temos uma cozinha nacional. Temos um prato de alta cozinha que são as Perdizes à Convento de Alcântara. Os ricos em Portugal sempre foram poucos. A nossa cozinha popular é que criou coisas anónimas interessantes. As cozinhas regionais são de uma variedade extraordinária para o ridículo da nossa superfície. Soubemos em cada região usar os elementos que havia, não muito ricos, e criar pratos com personalidade.”** Hoje em dia, tudo é diferente. E nós também. Ao completar meio século, abraçamos tudo o que mudou, queremos manter-nos jovens e aprender sempre mais. Mas temos muito orgulho no nosso passado e, principalmente, na cultura gastronómica portuguesa e nos seus produtos, simples mas genuínos. Este Menu recupera alguns dos pratos que eram presença constante nos menus de Lisboa quando o Faz Figura nasceu. Com toda a franqueza, sim, é um menu “afrancesado”. Mas há 50 anos… era assim mesmo. Não pretendem ser reproduções, antes recriações de pratos com história. Como dizia o fundador da casa, esperamos que “façam figura”. **Amuse-Bouche: Vichyssoise** Com o devido respeito a Sttau Monteiro, esta não é “caldo verde da véspera”, mas sim uma verdadeira Vichyssoise. Sendo o Faz Figura conhecido por ser frequentado por muitos políticos, esta sopa fria tornou-se uma escolha ainda mais óbvia dado o episódio ocorrido no início dos anos 90 entre o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas, que dirigia o Semanário “O Independente” e mais tarde enveredou pela carreira política. Portas acusou Marcelo de lhe passar um monte de informações falsas sobre uma reunião no Palácio de Belém, em que nem a ementa (a Vichyssoise, claro) era verdadeira. **Entrada: Cocktail de Gambas** As versões desta entrada eram muitas, mas quase todas as casas de referência em Lisboa tinham no cardápio uma qualquer variação em torno dos artrópodes mais comuns à mesa dos portugueses. Por regra, eram servidos frios em taças altas, quanto mais pomposas melhor, e muitas vezes lamentavelmente afogados em maionese. Neste menu, juntamos ao camarão uma maionese de coentros, uma salada de amora, aipo e maçã e fios de malagueta. **Peixe: Linguado À La Meuniére** O nome significa literalmente “à moda da moleira”. Ou mulher do moleiro. Isto porque a receita original começava por passar o peixe em farinha de trigo. Como os franceses dizem que os três grandes segredos da cozinha francesa são “manteiga, manteiga e manteiga”, o peixe era depois cozinhado na dita cuja, juntando limão. Verdade seja dita, em Portugal havia muito quem abdicasse da farinha e juntasse outros ingredientes, como salsa ou alcaparras. Seja como for, era presença obrigatória nos menus dos anos 70 em quase todos os bons restaurantes lisboetas. Nós não dispensamos a manteiga e o limão, mas juntamos também um puré de rábano com salsa, um medalhão de rábano e uma crosta de limão. **Carne: Perdiz à Convento de Alcântara** Como já vimos, José Quitério foi um dos muitos a citar este prato como a única receita de alta cozinha em Portugal, pelo menos durante muito tempo. E mesmo neste caso, a influência francesa é óbvia, ou não fossem o foie gras e as trufas dois dos ingredientes essenciais. Contudo, a receita terá mesmo sido criada em Portugal e descoberta por soldados de Napoleão no Convento de Alcântara, durante as Invasões Francesas no Século XIX. O documento acabou nas mãos (e nas memórias escritas) da Marquesa de Abrantes, mulher do General Junot, comandante das tropas francesas. Segundo António Maria de Oliveira Bello – mais conhecido por Olleboma, fundador da Sociedade Gastronómica Portuguesa em 1933 - a receita chegou por essa via ao conhecimento do célebre Chef Auguste Escoffier, que a incluiu no prestigiado “Le Guide Culinaire”, em 1903. Ao peito da perdiz, juntamos uma ballotine feita com o resto da ave, foie gras e trufa, e um molho de Vinho do Porto. **Sobremesa: Pudim Flan** Em vez deste pudim, poderíamos servir um Crepe Suzette, que não só é óptimo, como foi preparado durante anos na sala do Faz Figura, junto à mesa e à vista do cliente. Mas lá está… francês. Como tal, sai um pudim. Quase todos os países têm uma versão, mas a origem perde-se no tempo. Segundo algumas fontes, terá origem na Roma antiga. Há 50 anos, o Pudim Flan não podia faltar em qualquer restaurante que se prezasse. Hoje em dia, é raríssimo vê-lo em restaurantes, salvo nas muitas “tascas” que (felizmente) ainda o servem e muitas vezes nas formas individuais de alumínio que acompanharam mais do que uma geração. Há até um famoso humorista que demonstrou na televisão o talento para sugar pudins inteiros de uma só vez (já agora, pedimos o favor de não o imitarem...). **BOM APETITE**
Peixe
- Bacalhau Confitado Lombo de Bacalhau cozinhado a baixa temperatura, Cebolada, Crosta de Boa e Ervas, Puré de Batata Doce.
- Carolineiro Arroz Arboreo da Lezíria Ribatejana com Carabineiro do Algarve
- Polvo à Lagareiro A mais tradicional receita de Polvo
Carne
- Costela Mendinha Costela de Vitela (Novilha D'Aire de criação Biológica), assada por 12 horas e desfiada. Puré de Aipo, Milho Frito, Mostarda de Ananás, Telha de Queijo Ilha.
- Wellington de Capão Galo Capão com Foie Gras, Presunto, Cogumelos e Frutos Secos em Massa Folhada, Molho de Açafrão, Puré de Aipo.
- Bife Faz Figura Bife frito (o corte da carne varia conforme disponibilidade), Molho de Alho Assado e Alho Negro com Natas, Telha de Alho Negro, Ovo Babão
Sobremesas
- Pijaminha de Ano Novo Esfera de Chocolate com Mousse e Creme de Coco, Ovos Moles Tostados, Margarida de Yuzu
- Rosa Silvestre Mousse de Frutos Silvestres com Vinho do Porto, Frutos Silvestres Frescos
- Pêra Bêbeda Pêra Rocha do Oeste Cozida em Vinho Tinto e Vinho do Porto, Espuma de Yuzu
- Cocada Cocada Cremosa, Ananás Flambeado, Caramelo Salgado
- Cacaueiro Camadas de Merengue com Chocolate, Mousse de Chocolate Negro, Crumble de Chocolate
- Tiramisu de Limontejo Itália, Alentejo e Trás-os-Montes, juntos numa sobremesa. Receita inspirada num dos nossos parceiros, italiano de origem que recriou no Alentejo o famoso Limoncello italiano. Ao queijo Mascarpone, Nata, Biscoito e bastante limão, juntamos ainda uma compota de limão de uma parceira em Boticas, com base na receita de uma freira italiana. 15 MINUTOS de PREPARAÇÃO
- Laranja Azeitada Laranja do Algarve DOP fatiada, Canela
Vegetariano
- "Bife" de Abóbora Rodelas de Abóbora cozinhadas a baixa temperatura com Canela e Alecrim, Puré de Beterraba e Pimento Seco
- Arboreo de Legumes Arroz Arboreo com Legumes Saltedos e Queijo da Ilha
Menus de Grupo
Temos algumas escolhas gastronómicas que se adaptam perfeitamente a grupos.
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